31 de dezembro de 2011

No dia 22/10/2011 foi realizada a palestra "A Literatura e a Livraria Limítrofe", na E.M.E.F. Carlos de Andrade Rizzini (São Paulo), uma das diversas atividades culturais apresentadas nesse dia na escola.


Tópicos:


1- Qual é o seu conceito de literatura?

2- Qual é a influência da literatura na sua vida?
3- Apresentação da Livraria Limítrofe
    3.1- O cenário
    3.2- Os personagens
    3.3- As referências literárias
    3.4- As camadas do texto
4- Perguntas e observações
5- Considerações finais


29 de dezembro de 2011

Mais uma ilustração feita pela Carolina Mancini, baseada no capítulo "Lapso Criativo" da Livraria Limítrofe. Meu desenho preferido, em homenagem ao meu capítulo preferido!


Outra ilustração da Carolina Mancini, desta vez baseada no capítulo "Dando À Luz":



Esta é uma ilustração feita pela minha amiga Carolina Mancini, baseada no capítulo do livro chamado "As Mortes". Clique na imagem para visualizá-la ampliada.



Obrigado, Carol!

Confira outras imagens da galeria.

19 de agosto de 2011


Com muita felicidade, começo a ter um retorno de quem leu a Livraria Limítrofe através de resenhas e comentários a respeito do trabalho.

Conforme for conseguindo compilar o que encontro na web, vou disponibilizando aqui em ordem cronológica. Muito obrigado a todos que gastam uma parte do seu tempo para dar esse feedback, pois ele é valiosíssimo para mim!

Clique nos nomes dos sites e/ou nas datas para ler as resenhas completas:

9 de agosto de 2011


"Belo libro de capa azul totalmente lisa, quando está em repouso apresenta apenas páginas em branco. Porém, ao ser posto em actividade, exerce uma nobre phunção.

Serve basicamente para levar a Libraria Limítrophe para phora das dependências do nosso querido ambiente de traballo. O que é possíbil materializar ilimitadamente no interior da Libraria, também é possíbil de ser lançado a as suas páginas, com as restrições que tal recipiente tem.

"Seu nome original era "O MAGNÍPHICO CATÁLOGO DAS OBRAS MAIS RARAS DO UNIVERSO MÁGICO DA LIBRARIA LIMÍTROPHE". Como houve um número grande de reclamações de diversos Libreiros sobre não caber o nome na lombada do volume – ou caber com letras mui pequeninas – a nomenclatura do Catálogo phoi abreviada. Este que vos escreve tem a humilde opinião de que o nome antigo era mais encorpado, deveras imponente. Porém, como há-de se traballar pelo bem-estar da maioria, tal pedido phoi respeitado sem protesto. Em meio a tantas maravillas da Libraria, o que é um simples nome?

O grande volume, quase do tamaño de um escudo de elphas amazonas – e quase tão pesado quanto tal arma – causa admiração não somente pelo conteúdo valiosíssimo e incomum, como também pela sua aparência. Libreiro algum phica indipherente ante o rústico coiro que protege sua capa, pele que os mais antigos dizem ser de dragão. Assumindo miña completa ignorância no que tange a a biologia de tais seres phantásticos, privarei-me de emitir qualquer tipo de juízo a respeito de tal aphirmação. Posso dizer apenas que a capa impressiona. Impressiona imenso.


"O único phuncionário da Libraria Limítrophe a ter contacto com o Libreiro é o seu antecessor, quando da entrevista inversa de emprego, momento no qual a sucessão é preparada.

Nos dias de traballo árduo na manutenção do ambiente e convívio com os visitantes, pode ser que o Libreiro precise receber algum tipo de comunicação da direcção da Libraria. Tal recado é entregue através da Caixa de Comunicação Literária.

É uma caixa de entrada de correspondência normal, que teleporta libros com o teor da mensagem. São obras da literatura universal com sutis recados ao Libreiro. Esses recados podem dar o ar da graça através do título da obra, da sua sinopse ou mesmo do âmago do texto. 

26 de julho de 2011

Estes são os marcadores e o bottom desenvolvidos pela Editora Estronho para as vendas promocionais do livro, que começarão em breve. Conforme forem surgindo mais novidades, vou postando aqui.

22 de julho de 2011

"Ah, o tempo! Ele nos mostra que a vida não pára, que camiñamos aos poucos para o phim de nossos dias. Ao contrário de ser phatalista, é antes de tudo um motivador a apreciarmos nossa existência mortal da mellor maneira possíbil.

A Libraria Limítrophe lida com o tempo de uma maneira completamente distincta da que somos acostumados em nosso plano de existência. Esta loja phabulosa lida com tempo e espaço de um modo particular, mas em seu interior temos pessoas habituadas aos giros da roda do tempo tradicional, então é de suma importância que ainda exista um vínculo com o tempo imphlexíbil de phora da Libraria. Tal vínculo é pheito através da Ampulleta de Tempo Imutábel.

"Pode parecer exactamente o contrário, mas a Libraria Limítrophe é uma loja, não uma biblioteca. É comércio o que phazemos aqui, disso não há dúvida. Opherecemos uma chance das pessoas reaphirmarem sua paixão pela literatura através de uma visão dipherenciada desta. Em troca, o cliente nos paga com a energia das materializações ephectuadas, o verdadeiro combustíbil que mantém a Libraria Limítrophe a pulsar por séculus. A phormalização de tal paga é o opherecimento de um libro representativo aos actos do visitante. A Caixa Registro-Calculadora dephine o volume a ser opherecido.

É um instrumento singular, menor que uma caixa registradora tradicional e um pouco maior que uma calculadora de mesa. Sua phormas arredondadas e o material leve do qual é pheita - um metal incomum de liga phiníssima - permite a phácil acomodação de tal artephacto sobre ou sob o Balcão-Base.

"Registrar memórias para recuperar-las posteriormente sempre que desejado. Poder contar um phacto ocorrido no passado com riqueza de detalles, mesmo depois de anos após ter-lo presenciado. Ter lembranças marcantes a a distância de um braço, em um volume cuidadosamente guardado na estante de libros. Todo ser humano com algum grau de cultura deseja isto para servir de substituto a a mente vulnerábil e propensa a esquecimentos e deturpações.

Deseños pheitos em paredes no interior de cavernas, em tempos remotos. Grandes estátuas e ediphicações sob o comando de grandes impériuns. Um caderno de apontamentos. Um libro de pensamentos. O Homem tem o direito de exteriorizar seus pensamentos e deixar-los libres para viverem a posteridade, palpábeis, disponíbeis, compreensíbeis. E o meu querido irmão Libreiro não pode ter tal direito negado.

Para que o esphorçado mantenedor da Libraria Limítrophe possa ter o sagrado privilégio de guardar recordações da sua labuta de todos os dias, existe um phabuloso item do pherramental chamado Marcador Memorial.

18 de julho de 2011





14 de julho de 2011



20 de junho de 2011

"A Libraria Limítrophe, quando em repouso, apresenta os mesmos objectos e posições que o Libreiro dephiniu, ao iniciar suas atividades.

Porém, ao receber visitas, esse espaço previamente dephinido deixa de existir e passa a ser moldado ao gosto do leitor. Isto pode inserir novos elementos ao ambiente previamente dephinido ou iniciar a criação de um cenário totalmente novo, que pode ser um cômodo, uma villa ou mesmo uma galáxia inteira.

O distinto Libreiro, por muitas vezes, estará longe do local onde ocorre a ação ou com sua visão obstruída, caso o visitante esteja dentro de outro recinto criado ou por trás de algum tipo de relevo acidentado.

"A mente humana é um mistério insondábil, dotada de uma imprevisibilidade assustadora. O caro colega já deve ter-se dado conta de que estará o tempo todo a a mercê das materializações geradas na mente do visitante. Dependendo do poder imaginativo do cliente, a experiência de criar a partir da sua vivência literária pode trazer riscos a todos os presentes.

Para evitar qualquer tipo de perigo oriundo de tal situação, existe o valoroso Apito de Vidro, o mellor item de segurança já criado na Libraria.

Ao phazer uso deste artephacto, o Libreiro consegue desphazer todas as criações de um cliente, trazendo a Libraria para o seu estado de repouso.

"A última coisa desejada pelos responsábeis pela Libraria é ver um de seus mantenedores extenuado, por conta de correr pheito barata tonta atrás de clientes com hiper-atividade nas suas criações literárias. Vossa mercê pode ter certeza de que alguns deles dão realmente traballo nas dependências da Libraria.

Para evitar ter o Libreiro perdido dentro do seu próprio ambiente de traballo, criamos uma pherramenta que permite trazer para perto de si a origem de todas as imprevisíbeis materializações, o visitante. Tal objecto é a phabulosa Gaita Doirada.

"Um bom prophissional sempre deve cercar-se do seu pherramental de traballo e ter-lo sempre a a mão. Para isso, é bom possuir um agregador de utensílios por perto que seja resistente e durábil. Na Libraria Limítrophe, esse artephacto atende pelo nome de Balcão-Base.

Pode ser pheito do material que o Libreiro desejar, dephinido no momento de remodelagem da Libraria, durante seu primeiro dia de traballo. É garantido que suportará qualquer carga ou impacto que possa vir a sophrer, por conta das materializações. Possui também práticos nichos internos para acomodar as principais pherramentas.

"Este é o primeiro objecto com o qual o digníssimo Libreiro tem contacto ao iniciar seu nobre traballo na Libraria Limítrophe.

É composto por um delicado pergamiño com cilindros phiníssimos de madeira bodhi colados a as suas extremidades superior e impherior, cuja phunção é manter-lo enrolado.

Vossa mercê não deve se deixar enganar pelo tamaño diminuto de tal artephacto, cerca de um palmo de pergamiño entre um bastonete de madeira e outro. A maneira como é chamado não é uma ilusão poética, o pergamiño é de phacto imphinito. Nele, é possíbil escrever toda a História da Humanidade, sem deixar phaltar uma letra sequer. Há de phicar claro não ser este o caso, pois sobre sua imphindável superphície estão somente palabras dedicadas a as atividades do Libreiro Limítrophe.

Palavras escritas a bico de pena com uma caligrafia cheia de floreios, sobre um pequeno pergaminho antiquíssimo e infindável. Esse é o Manual do Livreiro Limítrofe.

O artefato, passado às mãos do Livreiro sempre que este inicia suas atividades na Livraria Limítrofe, tem idade e época de escrita indefinidos. Por um lado, parece ter alguns séculos de existência, devido aos traços de um idioma arcaico que desfila pelas valiosas instruções nele contidas, uma espécie de galaico-português dos tempos em que a língua ainda era uma terra-de-ninguém sem regras bem definidas. Apesar disso, o texto é plenamente compreensível por um leitor moderno, por tratar-se de um manual de instruções, sem rodeios, objetivo. Uma coisa que deixa as pessoas desconfiadas é a existência de alguns termos nem tão antigos no conteúdo, o que coloca em dúvida a idade real do texto. 

9 de junho de 2011

Desde o primeiro anúncio do projeto Livraria Limítrofe, muitas pessoas mostraram grande interesse nele, ao mesmo tempo em que demonstravam certa curiosidade a respeito do texto. Muitos me questionaram sobre o estilo, o como as coisas acontecem, a narrativa.

Pensando nisso, criei um capítulo extra da Livraria, para poder mostrar a todos um pouquinho do que pode acontecer no interior deste incomum estabelecimento. E convidei um grande amigo para fazer parte do texto: Adriano Siqueira. Não, ele não escreveu este capítulo, ele é simplesmente o narrador/protagonista! 

11 de maio de 2011



Em Portugal, mais precisamente na cidade do Porto, existe uma belíssima livraria, tida como uma das melhores do mundo. É a Lello e Irmão, fundada no início do século XX por José Pinto de Sousa Lello e pelo seu irmão Antonio Lello, após a aquisição da antiga Livraria Chardron, que já mantinha uma tradição livreira desde o século XIX.

10 de maio de 2011

O Quase-Booktrailer

Como é o booktrailer de um livro sem capa?

Confira:





21 de abril de 2011

Quando o M. D. Amado me falou que tinha uma ideia muito doida para a capa do Livraria Limítrofe, pensei que se referia a um desenho diferente que estava pensando em colocar nela. Mesmo quando me explicou pela primeira vez do que se tratava, num bate-papo rápido e informal, não entendi o conceito real da coisa. 

Imaginava que o “livro sem capa” seria um “livro sem desenho na capa”, algo como aquelas edições antigas de capa marrom com letras douradas. Ao apresentar esse questionamento, ele disse “não, cara, é um livro sem capa mesmo; imagine um livro normal, do qual você arranca a capa e fica só o miolo”. Parei, pensei, abstraí o conceito, pensei de novo. Caramba! A ideia era doida mesmo!

8 de abril de 2011


Que importância a literatura tem na sua vida? Ela está presente no seu dia a dia? O que significa para você? Quanto ela moldou do seu caráter e jeito de ser?

Com certeza, as respostas a estas perguntas variam consideravelmente, de pessoa para pessoa. O hábito da leitura, e o prazer advindo dele, trazem resultados distintos para cada indivíduo, afinal o ser humano é único na sua maneira de julgar o que os sentidos captam e o que a mente retém. 

25 de março de 2011


O nascimento da Livraria Limítrofe foi brusco, inesperado e extremamente produtivo. Uma ideia surgida em meio a trânsito, poluição, cansaço e milhares de ruídos de uma louca cidade grande.

Era uma volta para casa como tantas outras, num dia da semana qualquer, após o costumeiro dia de trabalho. Eu já estava acomodado em um dos bancos do fundo do ônibus Terminal Pirituba - era um dia de sorte com certeza, pois nem sempre esse "luxo" é possível, e na maioria das vezes tenho de ir em pé mesmo. Aproveitando a oportunidade, decidi convocar um velho companheiro de viagens, que sempre ajuda a passar o tempo de maneira agradável: o livro.